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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Gráficos, disco rígido, lançamento: tudo que a Sony liberou sobre novo console

Recentemente, na Califórnia, uma pequena entrevista exclusiva do site Wired dada pela Sony levou gamers do mundo todo a loucura com algumas informações de um dos consoles mais aguardados pelos fãs: PlayStation 5. Bom, se esse é o nome oficial ainda não sabemos, mas não podemos reclamar. Mesmo com muitos mistérios, pelo menos algumas informações conseguimos extrair de Mark Cerny.

Lançamento
Começando pela data de lançamento, não precisamos infartar esperando PS5 nas lojas em 2019. Mesmo sem definir um dia, a Sony já está trabalhando em seu kit de desenvolvimento de software para que os estúdios programem jogos que atendam a qualidade do console.

Gráficos
Por mais que o PlayStation 4 seja de extrema qualidade, reclamações sempre podem apontadas. E uma das maiores é sua capacidade de armazenamento. Por maior que seja, os jogos também são enormes, e a Sony está trabalhando na CPU e GPU do console para que ele proporcione gráficos nunca antes vistos no segmento.

O console de próxima geração da PlayStation buscará atingir todos os requisitos da sociedade contemporânea, desde a demanda do público, como dos estúdios que produzem os jogos, e até da própria Sony - que é muito exigente com a qualidade de seus produtos. Começando com um chip AMD no coração do dispositivo: A CPU é baseada na terceira geração da linha Ryzen da AMD e contém oito núcleos da nova microarquitetura 7nm Zen 2. A GPU, uma variante personalizada da família Navi da Radeon, suportará "ray tracing", uma técnica que modela o curso da luz para simular interações complexas em ambientes 3D. Embora o traçado de raios seja um elemento básico dos efeitos visuais de Hollywood e esteja começando a chegar aos processadores de ponta e à recém-anunciada linha RTX da Nvidia, nenhum console de jogos conseguiu administrá-lo. Pelo menos não até agora.

Os benefícios imediatos da ray tracing são obviamente visuais. Por imitar a maneira como a luz dança entre um objeto e outro e as superfícies que refletem como vidro ou líquido, essas cenas podem ser reproduzidas com muito mais precisão - mesmo em tempo real - levando a um realismo elevado. Segundo Cerny, os aplicativos vão além das implicações gráficas. "Se você quisesse executar testes para ver se o jogador pode ouvir certas fontes de áudio ou se os inimigos podem ouvir os passos dos jogadores, ray tracing é útil para isso", diz ele.

Áudio
O chip da AMD também inclui uma unidade personalizada para áudio 3D que Cerny acredita que redefinirá o que o som pode fazer em um videogame. “Como jogador tem sido um pouco frustrante que o áudio não tenha mudado muito entre o PlayStation 3 e o PlayStation 4. Com o próximo console, o sonho é mostrar o quão diferente a experiência de áudio pode ser quando nós aplicamos quantidades significativas de potência de hardware a ele.” O resultado, segundo Cerny, fará com que você se sinta mais imerso no jogo, com sons vindos de cima, por trás e de lado, mesmo que o efeito não exija nenhum hardware externo. Ele funcionará através dos alto-falantes da TV e do som surround virtual, mas o padrão continua sendo o insubstituível fone de ouvido. Algo que pode ajudar o público a entender melhor a ideia que Cerny tem para o áudio é uma das palavras que ele usou, e que pode ser familiar para aqueles que acompanham a realidade virtual: presença; aquela sensação de existir dentro de um ambiente simulado.

Disco rígido
Quanto maior o jogo, mais tempo você leva para fazer praticamente tudo. Red Dead Redemption 2, por exemplo, registrou uma velocidade de 99 gigabytes para o PS4 ano passado. As telas de carregamento podem durar minutos enquanto o jogo extrai o que precisa do disco rígido. O mesmo vale para viagens rápidas, quando os personagens transportam entre pontos distantes dentro de um mundo de jogo. Até mesmo abrir uma porta pode demorar mais de um minuto, dependendo do que está do outro lado e de quanto mais dados o jogo precisa carregar. Cerny conta que desde 2015 começou a conversar com os desenvolvedores sobre o que eles gostariam da próxima geração, e ele ouviu várias vezes: "eu sei que é impossível, mas podemos ter um SSD?"

SSDs estão disponíveis em laptops há mais de uma década, e o Xbox One e o PS4 oferecem unidades SSDs externas que prometem melhorar os tempos de carregamento. Mas nem todos os SSDs são criados da mesma forma. Como Cerny ressalta, “eu tenho um SSD no meu laptop, e quando eu quero mudar do Excel para o Word eu posso esperar 15 segundos.” O que está embutido no console da próxima geração da Sony é algo um pouco mais... sob medida.

Para demonstrar, Cerny usa um PS4 Pro rodando Spider-Man, um jogo de 2018 exclusivo para PS4 onde ele trabalhou junto com a Insomniac Games. Na TV, o personagem aparece em uma pequena praça. Cerny inicia uma viagem rápida, e o Homem-Aranha reaparece em um local totalmente diferente em Manhattan, 15 segundos depois. Então Cerny faz a mesma coisa em um devkit da próxima geração conectado a uma TV diferente. O que levou 15 segundos agora leva menos de um: 0,8 segundos, para ser exato.

Essa é apenas uma consequência de um SSD. Há também a velocidade com que um mundo pode ser renderizado e, assim, a velocidade com que um personagem pode se mover através desse mundo. Cerny faz uma demonstração semelhante de dois consoles, desta vez com a câmera subindo uma das avenidas de Midtown. No PS4 original, a câmera se move em torno da velocidade que o Homem-Aranha utiliza suas teias para se deslocar. “Não importa o quão poderoso você fique com o Homem-Aranha, você nunca pode ir mais rápido do que isso”, diz Cerny, “porque é apenas o quão rápido podemos tirar os dados do disco rígido.” No console da próxima geração, a câmera acelera para cima, como se estivesse montada em um jato de combate. Periodicamente, Cerny faz umas pausas na ação para provar que o ambiente em volta permanece perfeitamente nítido. (Embora o console da próxima geração ofereça suporte a gráficos de 8K, os televisores que oferecem esse recurso são poucos e difíceis de conseguir. Por isso, na entrevista usaram uma TV 4K.)

O que mais os desenvolvedores poderão fazer é uma pergunta que Cerny não pôde responder, até porque esses desenvolvedores ainda estão descobrindo novas possibilidades. Mas ele vê o SSD abrindo uma era inteiramente nova. “Estamos muito acostumados a aparecer com logos no início, e telas de seleção com gráficos pesados.”, diz ele. “Mesmo coisas como lobbies de multiplayer e processos de carregamento intencionalmente detalhados, porque você não quer que os jogadores apenas esperem."

No momento, a Sony não informa os detalhes exatos sobre o SSD, mas o Cerny afirma que ele tem uma largura de banda bruta superior a qualquer SSD disponível para PCs. E o físico não é tudo: “A velocidade de leitura bruta é importante”, diz Cerny, “mas também os detalhes dos mecanismos de entrada / saída (I/O) e a pilha de software que colocamos sobre eles. Peguei um PlayStation 4 Pro e coloquei um SSD que custava tanto quanto o PlayStation 4 Pro - ele poderia ser um terço mais rápido.”

Compatibilidade
A conversa para Wired foi basicamente técnica, não há informações sobre jogos, aparência, campanhas de marketing... E aparentemente as informações virão soltas, mesmo, pois a Sony não revelará nada sobre o novo console na Electronic Entertainment Expo (E3) deste ano. Mas os jogadores podem ficar tranquilos, pois o console terá compatibilidade com jogos de PS4, e mídias físicas ainda serão aceitas - não é agora que veremos um console inteiramente feito para downloads.

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