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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Quantic Dream pode enfrentar mais problemas com o Conselho de Paris investigando o uso de financiamento público

Ontem, Quantic Dream emitiu uma declaração sobre o que eles alegam de ser uma "campanha de difamação" da impressa após acusações de ex-funcionários contra o estúdio.

Hoje, mais problemas surgem, com o Conselho de Paris publicando um documento chamado "A Cultura Toxica da Quantic Dream". Durante as investigações que ocorreram de 5 a 7 de fevereiro, sob a proposta da conselheira Danielle Simonnet do Parti de Gauche (Partido de Esquerda), o Conselho de Paris puniu não só as foto-montagens que circulavam na empresa, mas também as condutas "altamente questionáveis" como pressão excessiva para cumprir horas-extras.

O Conselho agora deseja ser informado a quantidade de investimento publico recebido pela Quantic Dream; a ideia é introduzir uma clausula de reembolso e aplica-la em empresas que falharem em respeitar certas condições de trabalho e solicitar a restituição integral do valor que receberam. Confira o documento traduzido com todas as informações sobre:
Considerando que a sociedade não pode se chamar de democratica, se não garantir a igualdade e a fratenidade de seus cidadãos, ou seja, a luta contra o racismo, sexismo e a homofobia, o estado tem o dever prioritario de se anexar a essas lutas;
Considerando a importância (tanto para o vigésimo arrondissement de Paris quanto para o país inteiro) de uma empresa inovadora e pioneira como a Quantic Dream, que pode facilmente se qualificada como uma flagship da indústria do videogame, e um setor de tamanha importância e volume nos próximos anos (em 2015 a indústria de games movimentou 2,9 bilhões de euros, gerando 5000 empregos diretos, e 20 000 indiretos);
De acordo com as recentes investigações realizadas em conjunto com a Médiapart, Le Monde e Duck PC, o chefe de TI através da Prud'hommes (lei trabalhista vigente na frança), algo que poderia ser descrito como assédio corporativo, com grande número de fotomontagens sexista, racistas, homofóbicas e anti-semitas;
Consideramos que os procedimentos de rescisão na Quantic Dream são altamente questionáveis, infringindo o direito trabalhista, e que todos os elementos publicados pelas testemunhas de uma cultura corporativa que não pode continuar sendo tóxica;
A pressão por horas-extras, cuja remuneração excede o valor estipulado por lei, não é admissível que em nome de um "emprego dos sonhos" gere crise criativa, pressão sobre o funcionário, baixa na remuneração e deixar que se implante esta "cultura empressarial" neste setor.
Considerando que esses acordos foram feitos sobre o Código de Trabalho a Quantic Dream tirou proveito por causa da política de hierarquia invertida, descaradamente ignoraram muitas advertências rebebidas.
Apesar de se beneficiar de um crédito fiscal de 20%, e um custo de desenvolvimento de 20% além de outros benefícios, ainda assim é seu dever respeitar as leis sociais;
Aparentemente o cumprimento destas leis sócias não são prioridades para Quantic Dream, vide as recentes declarações;
Como parte de sua política de 'clusters' competitivos em suas pesquisas e desenvolvimento, a cidade financiou alguns de seus projetos colaborativos com um orçamento de 24 milhões de euros (R$ 96.388.006.18 em conversão direta) de 2008 a 2014, o que rendeu a Quantic, 3 prêmios BAFTA (O "Oscar" dos videogames), através de projetos como HD3DD, Play All ou Romeu, três projetos classificados pela Cap Digital que possibilitaram o desenvolvimento destes sucessos.
Porém, a cidade não deve tolerar o dinheiro público seja gasto em uma empresa que ignora os direitos trabalhista e se envolve em fotografias racistas, sexistas e antissemita, cujo devem ser tidas como uma ofensa.
As condições de trabalho nessa joia industrial francesa tem que ser exemplar, por causa da sua pocisão de destaque na França, bem como internacionalmente, e sua importância cultural e práticas - principalmente entre os jovens - que aparentemente, não é este o caso.
A cidade em relação a esses novos setores chamados de "inovadores", deve exigir o cumprimento das leis e não aceitar isto sob o pretexto de "cultura inovadora", para que praticas tóxicas nas empresas não se tornem comum.
Pela insuficiência dos agentes fiscais do trabalho, bem como ignorar o código de trabalho, prejudicam o respeito dos empregados e podem contribuir para o desenvolvimento dessas "culturas tóxicas" dos negócios;
Sobre a proposta de Danielle Simonnet, o Conselho de Paris expressa o desejo:
- Ser informado dos montantes repassados a Quantic Dream, que tiveram apoio da Cap Digital ou não;
- Que a cidade anexe a clausula de reembolso em caso de descumprimento de uma das clausulas e da lei;
- O prefeito de Paris apela para que o governo para que aumente o número de agentes de fiscalização do trabalho.

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